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    • 27 JUN 17
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    Num Brasil onde mais de 24 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, criar condições adequadas para que essas pessoas possam realizar suas atividades do cotidiano é atitude importante. A convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 2008, alterou o modelo médico para o modelo social. Isso significa que o fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida e não a deficiência em si. Nesse contexto, os profissionais são chamados a adequar não apenas seu espaço físico, mas também saber lidar com as diferenças e a respeitar o paciente deficiente com dicas simples de atendimento.

    Pensando nisso, as ONGs Turma do Bem e Vez da Voz criaram um projeto para orientar dentistas para as formas de atuação adequadas no atendimento a pessoas portadoras de deficiência. São atitudes simples que fazem grande diferença. Foi produzido um manual com essas dicas, que pode ser baixado aqui.

    Acompanhe algumas das orientações

    Pacientes com deficiência auditiva

    • Os aparelhos auditivos amplificam o som (lembre do ruído do motorzinho, por exemplo). Por isso, antes de iniciar a consulta, pergunte ao paciente se ele gostaria de retirá-lo.
    • Para conversar com ele, retire a máscara de proteção, pois eles fazem leitura labial.
    • Fale claramente, devagar e com linguagem simples.
    • Evite gesticular de forma exagerada.
    • Não fale alto. Sons agudos são de percepção difícil para quem tem deficiência auditiva.
    • Utilize imagens, exemplifique a escovação e uso do fio dental.
    • Se ele estiver acompanhado, todas as instruções podem ser repassadas a essa pessoa, para que o auxilie em casa.

    Pacientes com deficiência visual

    • Fale num tom de voz normal.
    • Ao se apresentar, toque de leve o braço da pessoa e ofereça ajuda. Caso a pessoas aceite, a maneira correta de ajudar a se locomover é ficar na frente da pessoa cega, para que ela segure no seu ombro, cotovelo ou braço. É pelo movimento do seu corpo que ela saberá o que fazer.
    • Fale diretamente com a pessoa com deficiência visual, mesmo que ela esteja acompanhada. O acompanhante apenas auxilia na locomoção, mas o cego é capaz de se comunicar perfeitamente.
    • Para que o deficiente visual sente na cadeira, coloque a mão dele sobre o braço ou encosto da cadeira. Ele será capaz de se sentar com facilidade.
    • Sempre descreva o lugar e explique o que há na frente e dos lados. Isso facilita a noção de espaço.
    • Antes de iniciar o trabalho, explique o que você irá fazer. Deixe que o paciente sinta os instrumentos com as mãos, antes de ir à boca.
    • Nunca segure a bengala.
    • Se houver algo errado com a aparência (roupa ou higiene pessoal) da pessoa com deficiência, como zíper aberto ou camisa suja, avise.
    • Não esqueça de avisar quando for sair de perto, para que o paciente não fique falando sozinho.
    • Caso o paciente esteja acompanhado de seu cão-guia, evite distrair o animal. Ele foi treinado para guiar o dono.

     

    Pacientes com deficiência física

    • Não se apoie na cadeira de rodas. Isso pode causar incômodo.
    • Nunca movimente a cadeira sem antes pedir permissão e perguntar de que maneira proceder. Se o paciente não usa cadeira de rodas, apenas se locomove devagar, procure acompanhar seu ritmo.
    • Ao conversar com um cadeirante por um tempo maior, sente-se para ficar no mesmo nível do seu olhar.
    • Pacientes com paralisia cerebral podem apresentar alguma dificuldade na comunicação, mas na maioria das vezes, seu raciocínio está intacto.
    • Caso não compreenda o que o paciente diz, peça que repita ou escreva, respeitando o ritmo de sua fala.
    • Cuidado na transferência da cadeira de rodas para a cadeira do atendimento. Abaixe a cadeira odontológica para a transferência de chegada e eleve-a na saída

     

    Pacientes com deficiência intelectual

    • Não tenha receio de orientar uma pessoa com deficiência intelectual caso perceba alguma situação duvidosa ou inadequada. É preciso que você seja claro em suas orientações.
    • O tempo de aprendizado da pessoa com deficiência intelectual é diferente, mas jamais subestime sua inteligência.
    • Não incentive atitudes ou falas infantis, elogios desnecessários no diminutivo. Se for criança, trate como criança. Se for adolescente, idem.
    Fonte: Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Turma do Bem.

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