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    • 24 NOV 16
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    Há 7.000 anos a.C, Idade da Pedra, habitantes do Paquistão, atormentados pela dor de dente, apelam para a criatividade e inventividade. Para remover as áreas danificadas dos dentes, lançavam mão de uma broca de arco. O instrumento, usado para fazer fogo, foi adaptado. Furava-se o dente com a ponta de sílex até remover a região cariada.

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    A broca de arco era utilizada para fazer fogo, girando-a e produzindo faíscas sobre a palha seca. Adaptada, giravam a ponta de sílex sobre a área cariada do dente, até removê-la.

    Dois mil anos se passaram e em 5.000 a.C, na Suméria (hoje Iraque), um texto descreve os “Vermes dos Dentes” como responsáveis pelas cáries. Este é o primeiro relato de observação da polpa dos dentes. A crença na lenda dos Vermes dos Dentes perdurou por 6.000 anos.

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    “O verme do dente como demônio do inferno” é uma escultura do séc. XVIII, com pouco mais de 10cm e esculpida em marfim. Retrata o tormento infernal de uma dor de dente, provocada pela batalha entre o homem e o verme. O autor é desconhecido.

    Em 2.700 a.C, os chineses iniciam o uso da acupuntura para o tratamento da dor de dentes. Uma alternativa aos métodos analgésicos usados até então, como o uso de uma mistura de cera de abelhas com sementes de Hyoscyamus niger, erva narcótica. Essa mistura podia ser mascada e aplicada sobre o dente cariado ou queimada e, com o uso de um funil, ter a fumaça direcionada sobre o dente.

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    O Egito entra na história da odontologia com a descoberta da tumba de Hesy-Rá, que viveu por volta de 2.660 a.C, na qual há a descrição de que ele foi “o maior dos que tratam com dentes e médicos”. Ainda no Egito, foi encontrado o Papiro de Ebers, escrito entre os anos de 1700 e 1550 a.C. Com 21m de comprimento, o papiro traz uma descrição extensa sobre os conhecimentos e tratamentos das doenças dentárias da época.

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    Papiro de Ebers.

    Na América, entre os anos 900 e 300 a.C, os Maias incrustavam pedras preciosas nos dentes com uma precisão incrível, o que demonstrava grande conhecimento em odontologia para a época.

    Na Itália, 600 a.C, Etruscos e Romanos iniciam a odontologia restauradora, com trabalhos em pontes fixas e coroas de ouro.

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    Em 450 a.C, na Índia, foi descoberto o processo de cristalização do suco da cana de açúcar.

    Entre 460 e 322 a.C, o filósofo Hipócrates diz que a saliva e a nutrição são os responsáveis pelas cáries, desmistificando a lenda do Verme dos Dentes. Aristóteles escreve sobre o padrão de erupção dos dentes, tratamentos para cáries e enfermidades periodontais, extrações e outros temas odontológicos. Acertou em quase tudo, mas errou quando afirmou que entre humanos, ovelhas, cabras e cervos, os machos possuem mais dentes do que as fêmeas.

    Em 174 a.C, Galeno, médico pessoal do imperador Marco Aurélio, afirma que “logo haverá mais médicos que partes do corpo e cada enfermidade terá seu próprio médico”.

    Fontes: The Chirurgeons Apprentice e FDI Worl Dental